“Trilheiras E Trilheiros Potiguares No Seridó E Santa Luzia De Antigamente” resgata a memória de três mulheres que marcaram a história do Brejo e do Sertão nordestino

A obra se consolida como um documento de valorização da memória, da importância do papel feminino e de reconhecer as raízes que sustentam a identidade cultural do Nordeste

Trilheiras e Trilheiros Potiguares no Seridó e Santa Luzia de Antigamente tem autoria compartilhada por Sérgio Enilton da Silva, José André Silva e João Telésforo Nóbrega de Medeiros, pesquisadores e escritores comprometidos com a valorização das raízes nordestinas, suas histórias, oralidade, genealogia, cultura e pertencimento. A obra une, assim, três trajetórias autorais que dialogam entre si pela defesa da memória.

Com o objetivo principal de resgatar a trajetória de três mulheres sesquicentenárias que foram fundamentais para a formação social e cultural de cidades da Paraíba e do Rio Grande do Norte, o livro também se propõe a tornar a história acessível ao grande público. Segundo o autor José André Silva, o maior desafio na escrita foi traduzir o rigor histórico para uma linguagem simples e envolvente. “O desafio é colocar no papel aquilo que você quer que as pessoas entendam, fazer com que o leitor se envolva e se sinta parte da história, como um verdadeiro personagem dela”, afirmou.

Entre as personagens retratadas estão Teresa Maria da Conceição, matriarca de importantes famílias do Seridó; Rosalina Maria da Conceição, filha de senhor de engenho que rompeu padrões sociais ao fugir com um quilombola e se tornou parteira em Santa Luzia; e Aristana de Brito Guerra, primeira professora pública do ensino feminino da cidade, nomeada pelo governo, e protagonista de um episódio histórico envolvendo o cangaceiro Antônio Silvino.

Para José André Silva, a obra vai além da pesquisa histórica e assume um caráter formativo e humanitário. “Muitas pessoas conhecem os avós, mas dos bisavós para trás não sabem nada. O livro levanta essa raiz genealógica e mostra como essas famílias se cruzam e se formam novamente ao longo do tempo. Eu o defino como um opúsculo humanitário”, revelou André.

Inspirado nas narrativas de Ariano Suassuna, José André Silva conta que, ao escrever parte do livro, buscou unir história, lirismo e leveza. “Eu me inspiro em Ariano, na forma lúdica de contar a história, usando a sátira e o gracejo para que a leitura não seja apenas constatativa”, explicou.

“A minha expectativa é que as pessoas voltem a amar a leitura e se interessem pela sua própria história, pelos seus antepassados, porque isso hoje está sendo desprezado”, declara. “Compreender o passado é uma forma de honrar o esforço de quem construiu as bases da sociedade atual”, concluiu.

A obra passou por lançamentos em Acari (RN) e Santa Luzia (PB) e segue com agenda de apresentações em Campina Grande, Natal e Boa Vista (PB). Foi apresentada na Feira Internacional do Livro de João Pessoa, no estande da Academia Paraibana de Letras. Além disso, já foi apresentada em Campina Grande e tem lançamentos previstos na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, bem como na Câmara Municipal de Boa Vista.

Atualmente, o livro está sendo vendido diretamente pelos autores, por meio de contato telefônico, e possui pontos de venda na cidade de Santa Luzia. O valor é de R$ 50, com possibilidade de envio pelos Correios para outras cidades e estados.

Sobre os autores

Sérgio Enilton da Silva é ativista cultural, turístico e ambiental, natural de Currais Novos (RN). Atua há anos na preservação da história do Seridó, especialmente a partir de Acari (RN). Possui pós-graduação em Patrimônio Histórico-Cultural e Turismo pela UFRN, formação que o qualifica como estudioso e divulgador das raízes regionais. No livro, é responsável por descrever as conexões históricas entre as famílias Brito Guerra e Araújo Pereira do município de Acari, fortalecendo o elo entre genealogia e identidade territorial.

José André Silva, autor entrevistado e um dos responsáveis centrais pela obra, ingressou no Ministério Público da Paraíba como Técnico de Promotoria em 1999. É ministro ordenado do Evangelho desde 1998 pela Igreja Presbiteriana do Brasil, onde exerce atividades pastorais regularmente. Foi presidente do Rotary Club de Lagoa Seca (PB). Seus textos no livro resgatam histórias da sua terra e de sua família, como a de sua bisavó Sinhá Rosalina, parteira sabugiense que atuou no início do século XX, filha de senhor de engenho que fugiu com um quilombola egresso de Palmares e fixou residência em Santa Luzia (PB).

João Telésforo Nóbrega de Medeiros é seridoense, profundamente ligado à cultura e à história da sua região. Doutor pela Escola Politécnica da USP, traz em sua escrita o amor pela terra e o espírito das Trilhas Potiguares. No livro, presta homenagem a Aristana de Brito Guerra, sua tia-avó paterna, professora pública das meninas santa-luzienses entre 1892 e 1918, responsável por um episódio histórico marcante ao demover Antônio Silvino de assassinar seu pai, em 1912.

Assessoria

Serviço:
Livro: Trilheiras e Trilheiros Potiguares no Seridó e Santa Luzia de Antigamente
Autores: Sérgio Enilton da Silva, José André Silva e João Telésforo Nóbrega de Medeiros
Valor: R$ 50 (Sem taxa de entrega)
Envio: Correios para todo o Brasil
Contato para compra: 83 98857-9841

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