Novo perfil do consumidor valoriza qualidade, durabilidade e excelência na execução e amplia a integração entre arquitetura, construção civil e indústria moveleira
O mercado de alto padrão passa por uma transformação no Brasil. A ideia de luxo associada à ostentação perde espaço para projetos que priorizam personalização, qualidade dos acabamentos, durabilidade e experiência do consumidor, movimento que também influencia a arquitetura e a indústria de móveis sob medida.
Segundo o arquiteto Antonio Neves, o consumidor de alta renda está mais informado e exigente. “O que se espera hoje é rigor no cumprimento de cronogramas, excelência nos acabamentos e uma curadoria de fornecedores de confiança”, afirma.
A mudança ocorre em um momento de recuperação da indústria moveleira brasileira. Dados da Conjuntura de Móveis, publicada pela ABIMÓVEL com informações do IEMI, apontam produção de 31,6 milhões de peças em janeiro de 2026, crescimento de 3,1% em relação ao mês anterior. O consumo aparente de móveis avançou 5,7%.
Nesse cenário, os móveis sob medida ganham importância em empreendimentos residenciais, hotéis e projetos corporativos. Para Soni Cassiano, sócia-diretora da ESSANTO, VIVA e OFFICINA Móveis Planejados, o mercado busca fornecedores capazes de combinar escala, padronização, cumprimento de prazos e acabamento de alto padrão.
A tendência também aponta para materiais mais resistentes e soluções duráveis. Mais do que estética, o novo luxo passa a ser associado à qualidade da execução e a uma experiência com menos imprevistos durante todas as etapas do projeto.
Assessoria
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