Nova nomenclatura da Síndrome dos Ovários Policísticos destaca impactos hormonais, metabólicos, reprodutivos e emocionais da condição
A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) passou a ser denominada Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP). A mudança, anunciada em maio de 2026 após um processo internacional de consenso, busca representar melhor uma condição que vai além dos ovários e envolve diferentes aspectos da saúde da mulher.
A nova nomenclatura também ajuda a desfazer uma confusão comum: mulheres com SOMP não precisam necessariamente apresentar “cistos” nos ovários para receber o diagnóstico. Segundo a endocrinologista Renata Bussuan, coordenadora do curso de Endocrinologia da Afya Educação Médica João Pessoa, os achados observados no ultrassom nem sempre estão presentes e correspondem, na realidade, a folículos.
A SOMP pode estar relacionada a irregularidade menstrual, alterações na ovulação, acne, aumento de pelos, queda de cabelo e alterações metabólicas. A condição também está associada à resistência à insulina e a riscos de longo prazo que exigem acompanhamento integral. A mudança de nome pretende justamente reforçar esse caráter sistêmico.
“O novo nome reforça que a mulher precisa de acompanhamento integral ao longo da vida, e não apenas quando deseja engravidar”, explica Renata.
O tratamento da Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina deve ser individualizado e pode envolver endocrinologista, ginecologista, nutricionista, psicólogo, educador físico e dermatologista, de acordo com as necessidades de cada paciente.
Para a especialista, substituir SOP por SOMP representa mais do que uma mudança de nomenclatura: amplia a compreensão sobre uma condição hormonal e metabólica que requer atenção à saúde da mulher em diferentes fases da vida.
Assessoria
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