O excesso de telas pode afetar a saúde mental dos adultos, comprometendo sono, concentração e bem-estar emocional. O alerta é do professor de Psiquiatria da Afya Ciências Médicas da Paraíba, Cesar Rathke, que chama atenção para os efeitos da hiperconectividade na rotina.
Segundo o especialista, o problema surge quando celulares, computadores e tablets passam a ocupar o tempo destinado ao sono, atividade física, convivência social e lazer. A exposição constante a notificações, redes sociais e vídeos curtos também pode aumentar a sensação de alerta e dificultar a concentração em tarefas prolongadas.
Entre os sinais do uso excessivo de telas estão irritabilidade ao ficar sem internet, necessidade frequente de verificar o celular, procrastinação, prejuízos ao sono e redução das atividades presenciais.
O uso dos dispositivos à noite merece atenção. Além do estímulo provocado pelos conteúdos, a exposição à luz das telas pode interferir no ritmo do sono.
Para manter uma relação mais saudável com a tecnologia, Rathke recomenda estabelecer períodos sem celular, desativar notificações desnecessárias, monitorar o tempo de tela e priorizar atividades de lazer longe dos dispositivos.
Assessoria
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