A produção de cachaça no Brasil passa por uma transformação que combina tradição e tecnologia. Fermentação controlada, seleção de leveduras, novas técnicas de envelhecimento e digitalização dos alambiques estão entre as inovações que serão debatidas no Brasil Cachaças 2026, em João Pessoa.
As mudanças buscam ampliar o controle sobre qualidade, aromas e segurança da bebida, preservando características regionais da cachaça de alambique. O avanço acompanha também a expansão do setor, que registrou crescimento de 16,8% no número de marcas registradas em 2025, segundo dados apresentados pela organização do evento.
Tecnologia chega aos alambiques
Na fermentação, a seleção de leveduras permite maior controle do processo e regularidade entre diferentes safras. No envelhecimento, madeiras brasileiras como amburana, bálsamo e jequitibá dividem espaço com o tradicional carvalho, proporcionando diferentes perfis sensoriais à cachaça.
A digitalização da produção de cachaça também permite acompanhar temperatura, umidade e tonéis, ajudando a reduzir perdas e melhorar o controle durante a produção.
Brasil Cachaças acontece em João Pessoa
O tema será discutido no VI Seminário Brasil Cachaças, em 28 de outubro, no Sebrae. De 29 a 31 de outubro, o evento segue no Espaço Cultural José Lins do Rego com a Feira das Melhores Cachaças do Brasil.
A programação reunirá produtores de 13 estados, além de degustações, concursos de drinks e sobremesas, salão de queijos e apresentações musicais. Os ingressos custam a partir de R$ 15.
Assessoria
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