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Chegada de turistas internacionais ao redor do mundo ficou 37% abaixo do volume registrado em 2019

Relatório Travel Trends também destaca 5 motivos que impulsionam a decisão de viajar, dentre eles experiência, flexibilidade e limpeza

Divulgação/Embratur-Sebrae

Embora o volume de chegada de turistas internacionais em todo o mundo em 2022 tenha ficado abaixo dos registros de 2019 (-37%), antes da vigência da pandemia de COVID-19, o ano demarcou a recuperação da indústria como um todo. Para 2023, dados apontam uma visão mais otimista em relação ao setor de turismo. Embora a inflação permaneça no centro das preocupações das pessoas, o fim das restrições totais está impulsionando a indústria de viagens. É o que aponta o Travel Trends, relatório de desempenho do mercado de turismo desenvolvido pela Labelium, consultoria de performance digital para empresas de turismo, moda, luxo e beleza, em parceria com a Expedia, modalidade de comércio eletrônico.

Com o objetivo de oferecer insumos e análises de dados para auxiliar na tomada de decisões de grandes marcas, o levantamento compila insights de empresas como Google, Organização Mundial do Turismo, uma Agência Especializada da ONU, Booking.com, Expedia.com, SimilarWeb, PWC e informações proprietárias, da biblioteca da Labelium.

“A categoria está demonstrando recuperação, mas a situação ainda é frágil e os resultados ainda estão longe de se equiparar a 2019. Em relação às empresas que atuam no segmento, investir em ações assertivas de marketing é fundamental para reter clientes e estimular os fluxos comerciais em meio ao cenário, ainda delicado.”, opina Gustavo Franco, Country Manager da Labelium.

Comportamento quanto a viagens internacionais:

Ao revisar a tendência, a indústria geral de viagens estava em -64% em janeiro de 2022, para atingir -27% em setembro de 2022. A flexibilização das restrições, que aconteceu na China no quarto trimestre de 2022, acelerou essa recuperação gradualmente.

Enquanto a Europa e o Oriente Médio lideram a tendência de retomada do setor, as Américas experimentaram uma recuperação mais lenta, mas estão progredindo. A Ásia (não apenas a China) ainda está bastante atrás das outras regiões.

Quanto ao comportamento dos consumidores, as pessoas são mais propensas a viajar internamente (em todas as regiões) e as buscas e reservas de hotéis ainda não obtiveram a mesma recuperação observada em toda a indústria de viagens. O estudo indica que as pessoas estão procurando hotéis, mas ainda não reservam com tanta frequência, o que mostra que a oferta não atende às suas necessidades. Quase metade (46%) das pessoas entrevistadas pela Expedia dizem que viajar é mais importante para elas agora do que antes da pandemia. A probabilidade de uma viagem internacional de negócios nos próximos 12 meses passou de 12% em maio de 2020 para 50% em julho de 2022. Portanto, este é um ponto de atenção para que as empresas atuantes do setor ampliem seu potencial de concorrência.

Razões que influenciam a decisão de viagem

Quanto aos motivos que influenciam a tomada de decisão de viagem, o estudo elencou cinco: experiência, viagens de negócios, flexibilidade, limpeza e segurança e valores da marca. Os consumidores acreditam que é necessário oferecer mais do que uma noite luxuosa, é preciso ter uma experiência realmente única para que sua marca se destaque. Quase metade (44%) dos viajantes globais desejam que suas experiências tenham uma sensação mais “de volta ao básico” para experimentar a vida apenas com as necessidades básicas, enquanto 55% estão procurando por “férias no estilo off-grid” para desligar e fugir da realidade. 58% dos entrevistados desejam usar as viagens como uma oportunidade para aprender habilidades de sobrevivência em 2023 e quase três quartos (73%) estão ansiosos para experimentar viagens “fora da zona de conforto” que os levam ao limite.

Quanto às viagens de negócios, a indústria está otimista: 70% dizem esperar que voltem, aos níveis pré-pandemia, dentro de dois anos. 76% dos viajantes de negócios planejam estender sua viagem de trabalho para fins de lazer nos próximos 12 meses. 28% das pessoas planejam fazer uma viagem de “flexibilização” nos próximos 12 meses, durante a qual combinarão trabalho remoto e viagens de lazer. E 51% gostariam de ver seu empregador usar o dinheiro economizado com a mudança para modelos de trabalho remoto/híbrido gasto em viagens corporativas ou retiros. Ainda de acordo com a pesquisa, quase todas as organizações (96%) dizem que “oferecem serviços ou créditos reembolsáveis” – com a maioria delas (77%) introduzindo primeiro algumas de suas ofertas reembolsáveis por causa da pandemia do COVID-19.

Sobre os valores das empresas, de acordo com o Estudo de Viagem Sustentável da Expedia, 90% dos consumidores procuram opções sustentáveis ao viajar. Inclusão e valor são importantes para justificar um destino de reserva, mas não o suficiente para escolhê-lo; ser sustentável precisa ser parte da proposta de linha de base.

Quanto aos custos da viagem, embora a inflação esteja no centro das preocupações das pessoas, 43% dos consumidores dizem que seu orçamento de viagens será maior em 2023 do que no ano passado. Em todos os modos de viagem, acomodação e atividades, preços baixos estão entre as três principais considerações para os consumidores, juntamente com políticas flexíveis e tarifas reembolsáveis. Os profissionais de viagens na maioria desses setores, no entanto, não classificam o preço entre as três principais considerações dos viajantes.

Ana Celia Macedo
Ana Célia Macêdo é bacharela em Comunicação Social, com habilitação em jornalismo, pela Uninassau João Pessoa (PB) e Teóloga pela Faculdade Internacional Cidade Viva (PB). É membro da Abrajet e da API. Por sete anos foi editora do site de Comunicação para o Turismo e revista O Concierge. Também idealizou e produziu o Fórum Estratégias Inteligentes para um Turismo Ágil (Eita). Ana Célia, adora contar histórias, viajar e escrever sobre suas experiências de viagens dentro e fora do Brasil e por causa disso criou o blog Minuto Turismo, onde também escreve sobre sustentabilidade, economia criativa, produção associada ao Turismo e sua cadeia produtiva. Simultaneamente, a jornalista atua como assessora de imprensa, bem como desempenha atividades de produção intelectual. Ela é pesquisadora no campo da inovação para o Turismo, seu projeto Guias de Turismo em Rede, foi selecionado para participar do Incoday, junto a outras 13 ideias de projetos de pesquisa e desenvolvimento em colaboração, do Brasil e exterior. O Projeto, ou seja, a plataforma “We Guide” (Solução para contratação do serviço do guia de turismo), também foi selecionada para compor as 12 startups iniciais do Parque Tecnológico Horizontes de Inovação em João Pessoa na Paraíba. Contato: ana@minutoturismo.com.br

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