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Onde ficar em Bananeiras | Ninho Peregrino Hostel

Ana Macêdo 01 de outubro de 2026 5 min de leitura

Ninho Peregrino em Bananeiras une hospedagem e convivência

O nome já me despertou curiosidade: Ninho Peregrino. Ninho lembra acolhimento, pouso, lugar para chegar e descansar. Peregrino, ao contrário, é movimento, caminho, descoberta. Após conhecer Nelcimar Rodrigues, fundador do hostel, durante o Famtour Café e Quilombo, em Bananeiras, percebi que a combinação das duas palavras tem muito a ver com a proposta do lugar, e também com quem está por trás dele.

Minha passagem pelo Ninho Peregrino foi breve. Não fiquei hospedada, mas fui conhecer o espaço e conversar com Nelcimar sobre turismo, Bananeiras e a ideia que o levou a abrir um hostel na cidade. Bastaram alguns minutos para a entrevista tomar aquele rumo que eu particularmente gosto: deixar de ser apenas pergunta e resposta para virar conversa.

E Nelcimar gosta de conversar.

Aliás, quem acompanha seu Instagram sabe que ele é um capítulo à parte. Com uma voz que parece ter sido feita para o rádio e uma desenvoltura muito particular, ele comenta, apresenta, entrevista e conta histórias. Um verdadeiro radialista do smartphone.

Nelcimar Rodrigues / Onde ficar em Bananeiras – Ninho Peregrino Hostel / Minuto Turismo Ana Célia Macêdo

Um hostel para democratizar a viagem

O Ninho Peregrino é recente. O empreendimento foi formalizado em outubro de 2025 e possui registro vigente no Cadastur como meio de hospedagem na categoria albergue/hostel. São quatro quartos e 13 leitos. Embora pequeno em sua estrutura, o Ninho Peregrino carrega uma proposta que vai muito além do seu tamanho.

Quando perguntei por que havia decidido abrir um hostel, ele falou sobre algo que considero fundamental quando discutimos desenvolvimento turístico: acesso.

Para Nelcimar, Bananeiras ganhou projeção e se consolidou como destino, mas parte desse crescimento veio acompanhada de uma oferta turística voltada para públicos de maior poder aquisitivo. Foi nesse cenário que ele enxergou espaço para outro modelo de hospedagem.

“O turismo precisa ser democratizado”, me disse, ao explicar que sua intenção era criar uma alternativa capaz de receber diferentes perfis de viajantes, especialmente trabalhadores que também querem conhecer e usufruir das belezas da região.

Nelcimar Rodrigues / Onde ficar em Bananeiras – Ninho Peregrino Hostel / Minuto Turismo Ana Célia Macêdo

A proposta ajuda a colocar sobre a mesa uma discussão importante. Um destino turístico precisa ter diversidade, não apenas de atrativos, mas também de hospedagens, alimentação, transporte e experiências que permitam a participação de públicos com diferentes possibilidades financeiras.

O Ninho Peregrino chega justamente dentro de um momento de expansão da oferta de hospedagem no interior paraibano. Levantamentos recentes sobre a interiorização do turismo no estado citam o hostel entre os novos empreendimentos surgidos em Bananeiras nesse movimento.

Onde ficar em Bananeiras - Ninho Peregrino Hostel / Minuto Turismo Ana Célia Macêdo

Onde ficar em Bananeiras – Ninho Peregrino Hostel / Minuto Turismo Ana Célia Macêdo

Onde ficar em Bananeiras – Ninho Peregrino Hostel / Minuto Turismo Ana Célia Macêdo

O hostel que imaginava jovens e encontrou os 50+

Há outra história que achei particularmente interessante. Quando criou o Ninho Peregrino, Nelcimar imaginava o perfil quase clássico associado aos hostels: jovens, mochileiros, viajantes mais despojados. A prática, no entanto, tratou de ampliar essa percepção.

“Eu recebo muito público 50+, 50 muito mais”, contou, rindo da própria surpresa.

Chegam famílias, casais, pais com filhos, crianças e pessoas mais maduras. Para quem, como eu, acompanha com atenção as mudanças no comportamento do viajante 50+, esse dado chama a atenção.

Talvez estejamos presos há tempo demais à ideia de que hostel é sinônimo de juventude. A longevidade está mudando também a maneira de viajar. Há pessoas maduras querendo caminhar, conhecer gente, experimentar outros formatos de hospedagem e gastar de maneira diferente, sem que isso signifique renunciar a conforto, segurança ou a uma boa experiência.

O próprio Ninho oferece configurações distintas. Segundo Nelcimar, são dois quartos coletivos, um quarto privativo, uma suíte e ainda um quarto adaptado.

Onde ficar em Bananeiras – Ninho Peregrino Hostel / Minuto Turismo Ana Célia Macêdo

Um peregrino recebendo outros peregrinos

Talvez o nome Ninho Peregrino faça ainda mais sentido quando conhecemos um pouco de Nelcimar.

Ele gosta de trilhas, caminhadas e de viagens em que o percurso importa tanto quanto a chegada. Já percorreu o Caminho de Santiago de Compostela, experiência que inevitavelmente atravessa sua maneira de enxergar o ato de viajar e de receber quem também está pelo caminho.

Sua relação com Bananeiras também não começou com a abertura do hostel. Em 2019, anos antes de o Ninho Peregrino existir, ele já escrevia sobre a cidade como colunista do Bananeiras Online, registrando histórias, lugares e personagens locais. Hoje, esse envolvimento com o território também está presente na forma como ele recebe e conversa com quem chega.

Se Bananeiras estiver no seu próximo roteiro, vale conhecer o Ninho, conversar com Nelcimar e descobrir uma proposta de hospedagem que nasceu justamente da vontade de tornar o destino acessível a diferentes viajantes.

Quem sabe esse não seja o seu próximo pouso antes de seguir viagem?

Ana Célia Macêdo
jornalista de Turismo

Ninho Peregrino
Rua Presidente Castro Pinto, 302
Centro – Bananeiras, Paraíba
Categoria: Hostel/Albergue
Estrutura registrada no Cadastur: 4 quartos e 13 leitos
Reservas e informações: (83) 98173-1500
Instagram: @ninho.peregrino
*No momento da entrevista, Nelcimar informou que as reservas eram realizadas diretamente pelo Instagram ou WhatsApp e que o empreendimento ainda não trabalhava com plataformas como a Booking. O hostel também recebe grupos, famílias, casais e viajantes individuais. Informações sobre disponibilidade, valores e configuração dos quartos devem ser confirmadas diretamente com o estabelecimento.

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